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Vidas corridas, cada vez menos tempo e disponibilidade para perceber as coisas que se passam.
Velocidade do metrô incorporada na visão essencial.
Tudo passa em preto e branco, as cores se misturaram no círculo cromático e perdem o brilho.
O guarda-chuva recriado para proteção da cor, invisível, mas atuante. O riso histérico e sem profundidade. A rima nervosa.
Surge a necessidade crescente do espetáculo, do riso, do nariz de palhaço. A inserção das cores no concreto. Um balde de tinta no meio da rua.
O palhaço além do personagem de circo, mas sim a figura que traz a tona valores humanos como o riso, solidariedade, perda, medo, amor. O coração de palhaço que em cada um de nós, sabe desarmar o próprio coração da arrogância e estupidez humana aceitando as fragilidades e ridículos.
As contrariedades do palhaço, que mesmo triste tem a missão de fazer rir. Que mesmo desanimado estende uma flor.
Use seu lápis de cor.
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